A dança das cadeiras no Grupo Telefônica


A movimentação entre os altos executivos da Vivo e da Telefônica, em decorrência da nova estrutura empresarial integrada das duas empresas, já começou. Hugo Janeba, vice-presidente de marketing, e Ércio Zilli, vice-presidente de assuntos regulatórios, deixaram a Vivo. Na Telefônica, a baixa foi Gustavo Fleichman, diretor geral jurídico. Antes mesmo do anúncio da nova estrutura, tinha deixado a empresa Fábio Bruggioni, diretor da área residencial, que com o processo de integração passou a ser comandada por Paulo Cesar Teixeira, do braço móvel. Mariano de Beer, do braço fixo, ficou com o comando da área corporativa, ambos subordinados ao CEO Juan Miguel Gilpérez. Também responde diretamente a Gilpérez, o diretor de Redes Javier Rodrigues. Sua diretoria engloba as atividades de implantação de redes e engenharia, sistemas e serviço ao cliente.

Como presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente responde institucionalmente também pela Fundação Telefônica, onde há mudanças a Fundação vai engolir o Instituto Vivo. Os projetos do Instituto serão avaliados e vários deles, especialmente os vinculados à geração de renda, deverão ser mantidos. O comando da Fundação será assumido, a partir de junho, por Françoise Trapenard, até então diretora de RH da Telefônica. Sergio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica desde a sua instalação no Brasil, ainda não decidiu o seu futuro.

Força móvel
Segundo avaliações do mercado, como ocorreu em outros países da América Latina onde a Telefónica realizou a integração de suas operações fixa e móvel, o tom do processo foi dado pelo braço móvel. A área comandada por Paulo Cesar Teixeira, até então vice-presidente de operações da Vivo, tem maior peso nas receitas e na estrutura do que o segmento corporativo e de atacado, avaliam consultores.

Novas mudanças são aguardadas no nível gerencial, em função da sobreposição de funções. Mas não é da cultura da Telefônica fazer demissão em massa. Os movimentos serão seletivos e vários profissionais que estão deixando a empresa foram convidados a ficar. Optaram por sair pois viram suas funções serem reduzidas. Comenta-se que Roberto Lima, que deixou a presidência da Vivo no processo de reestruturação, teria sido convidado por Gilpérez a ficar como CEO adjunto, mas não aceitou.

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