A CTBC quer ser um operador móvel virtual


{mosimage}A CTBC, operadora de telecom com forte atuação no Triângulo Mineiro, mantém a estratégia de expansão pelo Brasil seguindo o seu backbone que corta as cidades de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba (além das cidades de sua área de concessão). Nesses mercados e cidades limítrofes, a empresa atende às pequenas e médias empresas e quer ampliar o seu portfólio de serviços. Assim, informa seu presidente Divino Sebastião de Souza, vai disputar licença de MVNO (Mobile Virtual Network Operator) para também oferecer a voz e banda larga móveis em seus pacotes de serviços integrados nessas cidades onde já compete com as incumbents.

A CTBC, operadora de telecom com forte atuação no Triângulo Mineiro, mantém a estratégia de expansão pelo Brasil seguindo o seu backbone que corta as cidades de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba (além das cidades de sua área de concessão). Nesses mercados e cidades limítrofes, a empresa atende às pequenas e médias empresas e quer ampliar o seu portfólio de serviços. Assim, informa seu presidente Divino Sebastião de Souza, vai disputar licença de MVNO (Mobile Virtual Network Operator) para também oferecer a voz e banda larga móveis em seus pacotes de serviços integrados nessas cidades onde já compete com as incumbents.

Tele.Síntese – A CTBC mudou de nome?
Divino Sebastião de Souza – As empresas Algar, desde janeiro deste ano, foram todas para a monomarca Algar. Em negócios B2B, nós da CTBC, estamos usando a marca Algar Telecom. Mas em sua área de concessão original, ela se mantém CTBC. Estamos preservando a marca no varejo, onde temos o full service.

Tele.Síntese – Como está a estratégia da empresa para fora de sua região original?

Divino Nós temos autorização para atuar no Brasil inteiro. Esta autorização refere-se a internet, banda larga e voz, com exceção de celular. Prioritariamente, estamos atuando ao longo de nosso backbone. Ele sai da Brasília, faz uma anel em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba.

Tele.Síntese – Vocês aumentaram o backbone neste último ano?

Divino Sim. Ele estava parado no Rio e chegamos a Curitiba. Nossos maiores investimentos, agora, são em redes metropolitanas. As cidades ao longo do backbone, estamos construindo as redes metropolitanas. Já contamos com essas redes em Brasília, Goiânia, Belo Horzonte, Campinas, Rio Preto, Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, Rio de Janeiro e Curitiba. No final do ano passado, fizemos uma expansão lateral do backbone na rodovia Triângulo do Sol, que pega Ribeirão até São José do Rio Preto.

Tele.Síntese – Por que vocês estão priorizando investimentos em redes metropolitanas?
Divino A capacidade do backbone já está bem servida. Queremos, agora, construir nossas redes próprias para não depender da última milha de terceiros. Isso faz com que agilizemos a nossa entrega de serviços. Quando dependemos de redes de terceiros, os prazos nem sempre são os mesmos. Estamos construindo as nossas redes para preservar a qualidade e a segurança.

Tele.Síntese – Vocês pretendem, no próximo ano, alcançar novas cidades?

Divino – Não. Queremos consolidar essas cidades. Entramos agora em algumas cidades paulistas, como Araraquara, Ribeirão, Rio Preto e São Carlos, que têm um potencial muito grande de desenvolvimento.

Tele.Síntese – Qual é o mercado que vocês disputam nessas cidades?
Divino Pequenas e médias empresas. Oferecendo o serviços convergentes, com exceção do celular.

Tele.Síntese
– E qual o posicionamento de vocês em relação à TV por assinatura?
Divino
Nós temos duas concessões de TV a cabo em nossas regiões originais, Uberlândia e Araguari. Estamos reavaliando TV a cabo e alguma entrada em DTH, mas ainda não temos decisão nesse sentido.

Tele.Síntese Como vocês estão avaliando este cenário de oferta de vídeo?
Divino – Entendemos que o vídeo é um componente essencial, que o mercado hoje pede. Mas, como estamos focados nas pequenas e médias empresas nas cidades fora de nossa região original, esses clientes não demandam vídeo. Não vemos muito demanda de PME com vídeo, a não ser para atender o corporativo, para os grupos de funcionários e diretores das empresas. Mas essa demanda consumiria um grupo de canais muito grande, e por isso, não achamos interessante. Quando vamos para o varejo em área em que somos autorizatários, precisamos medir muito bem os custos, e a estrutura de canais carrega um custo muito pesado.

Tele.Síntese
Como está o Capex da empresa?
Divino Estamos mantendo os investimentos de R$ 200 milhões/ano.

Tele.Síntese
Vocês estão pensando em abrir o capital?
Divino – Esta decisão é restrita aos acionistas. Todo o ano se estuda isso, mas é preciso encontrar uma janela melhor. A CTBC tem bons motivos para abrir o capital, mas a decisão é do conselho de administração.

Tele.Síntese No celular a CTBC está restrita ao Triângulo Mineiro e demais cidades de sua área de concessão original. Há interesse em expandir a atuação com o MVNO?
Divino – Temos todo o interesse em nos transformarmos em um operador virtual fora de nossa região. O nosso interesse seria atuar nas cidades onde já estamos presentes, e não no Brasil inteiro. Nós vemos o celular como  uma estratégia para oferecer o melhor serviço, tornar disponível a última geração de tecnologia, e vender a banda larga móvel. Para nós, o celular é complemento do full service. Onde estamos prestando serviço na área de autorização, queremos ser MVNO para complementar a oferta para as pequenas e médias empresas.

Tele.Síntese –
Vocês não pretendem, então, ser um player nacional de celular, por intermédio do MVNO?
Divino –
Não, nossa intenção é ter o serviço como complemento ao que oferecemos. Mas negócio sempre tem que ser discutido. Pode ser que no futuro tenhamos interesse em explorar alguma área limítrofe à nossa em que uma operadora não queira atuar. Exemplo: Araguari está a 30 quilômetros de Uberlândia, e pode ser que para uma Oi, por exemplo, seja muito custoso (nos dois sentidos – custo alto e muito trabalho), operar lá, e pode valer à pena a CTBC prestar o serviço.

Tele.Síntese –
Na Anatel, falam que o tráfego de dados tem crescido muito mais do que o número de clientes da base. Cresce o tráfego, mas não cresce a receita média por usuário (Arpu). Como está a situação de vocês?
Divino –
O tráfego está muito alto. O tráfego de 3G é três vezes maior do que prevíamos. Isso significa que tivemos que reinvestir duas vezes na ampliação da rede. De fato, a 3G é uma surpresa. Mas também, não havia a banda larga. O importante é que a 3G mudou o tráfego de maior movimento. Agora, na telefonia móvel, o maior tráfego em nossa rede é de seis da tarde às seis da manhã, o oposto da rede fixa.

Tele.Síntese
– Por que esta mudança?
Divino –
Por que as pessoas saem do trabalho e vão acessar a internet, ver vídeo, etc, usando o celular.

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