A CPMBraxis amplia os negócios em telecom


A CPMBraxis, que tinha como foco inicial no setor de telecom apenas as três concessionárias locais de telefonia fixa e a Embratel, vem diversificando sua atuação no setor e entrou no mercado de TV a cabo e de mídia. “A demanda por tecnologia cresceu muito nesses segmentos”, diz Maurício Minas, vice-presidente sênior da empresa. “Essa …

A CPMBraxis, que tinha como foco inicial no setor de telecom apenas as três concessionárias locais de telefonia fixa e a Embratel, vem diversificando sua atuação no setor e entrou no mercado de TV a cabo e de mídia. “A demanda por tecnologia cresceu muito nesses segmentos”, diz Maurício Minas, vice-presidente sênior da empresa. “Essa demanda é tanto por tecnologia como por terceirização de serviços”, destaca o executivo, que tem entre os clientes a NET, para quem desenvolve projetos de tecnologia para rede e aplicativos.

De acordo com Maurício Minas, a empresa avalia agora o desenvolvimento de aplicações para TV digital. “Estamos aguardando melhor definição do modelo de negócios para desenvolver os produtos”, informa. “É um potencial de mercado gigantesco e temos experiência nas várias pontas, seja em empresas de mídia, TV a cabo ou operadoras”, comenta o executivo. Dos seus 5,400 funcionários, mais de três mil são da área de desenvolvimento.

A CPMBraxis também conquistou clientes como as empresas de call center Atento e Contax, aumentando a participação de telecom, que já responde por 20% de sua receita, que foi de R$ 930 milhões no ano passado. O principal setor de atuação de atuação, no entanto, continua sendo o financeiro, que representa 60% do faturamento da empresa, que tem como foco ainda as vendas para o setor público (representam 5% de sua receita) e as empresas de manufatura e serviços, que contribuem com os 15% restantes.

A meta para este ano é de atingir a casa do R$ 1 bilhão (o faturamento estimado é de R$ 1,2 bilhão). Para isso, a CPMBraxis consolida a estratégia de serviços de outsourcing, que vem implementando nos últimos anos. “O trabalho inicial era para sermos conhecido no exterior; agora, já estamos numa fase em que somos convidados para participar das grandes RFPs”, conta Maurício Minas. Ele destaca que a empresa já conquistou clientes no mercado financeiro norte-americano e em Londres e já é considerada fornecedor preferencial na América Latina para bancos como o Citibank e o UBS.

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