A concorrência existe, garante Rivière, da Telemar.


“Não temos mais de 90% da voz local. Vale lembrar que 71% dos acessos no Brasil são móveis e que o tráfego está migrando rapidamente para a telefonia móvel. Hoje, a receita das celulares representa 36% da receita total das operadoras de telecomunicações e, em três anos, representará 50%”, contra-argumentou o diretor de regulamentação do grupo …

“Não temos mais de 90% da voz local. Vale lembrar que 71% dos acessos no Brasil são móveis e que o tráfego está migrando rapidamente para a telefonia móvel. Hoje, a receita das celulares representa 36% da receita total das operadoras de telecomunicações e, em três anos, representará 50%”, contra-argumentou o diretor de regulamentação do grupo Telemar, Alain Rivière, às afirmações de Luiz Cuza.
Um dos participantes do 8º Encontro Tele.Síntese, realizado pela Momento Editorial, dia 21 de novembro, em São Paulo, o executivo disse que os dados da última PNAD também indicam a prevalência do telefone celular em relação ao fixo, sendo que, na região da Telemar, em 2005, apenas 9,9% dos domicílios tinham telefone fixo, e, 23%, celulares.

A seu ver, as concessionárias tampouco dominam o segmento DSL, no qual têm participação de 79%, enquanto o cabo tem 17%. Porém, onde as duas tecnologias são oferecidas, o quadro é outro: o market share do cabo é de 52%, o do DSL, 48%. Além disso, destacou o executivo, é desigual a competição entre o grupo Telemar e uma Telmex, por exemplo, uma vez que a receita dos mexicanos é quatro vezes maior do que a do grupo local.
Propostas
Para enfrentar os desafios regulatórios do período 2007-2010, o diretor da Telemar propõe que a Anatel seja forte e independente, o que implica, entre outros fatores, em não ser estrangulada por um orçamento insuficiente, como hoje; ou não fique tanto tempo sem presidente e sem número suficiente de conselheiros. E defende a evolução do órgão regulador para uma instituição com visão de convergência, isto é, uma Agência Nacional de Comunicações – Anacom.
A seu ver, deve-se ter como paradigma a competição entre plataformas, não mais entre serviços; e ser adotada a interconexão baseada em custos. Quer o fim do sorvedouro internet, tal como ainda ocorre entre empresas-espelho e provedores de serviços, assim como o aprofundamento do empacotamento (bundle) de serviços.
Alain Rivière sugere que não se impeça a modernização tecnológica das concessionárias, por exemplo, não permitindo que participem do leilão de 3,5GHz. E que seja autorizada a competição entre operadoras e empresas de TV por assinatura.

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