A CEF investe em aplicações para a TV Digital


Com 70% de sua base de clientes nas classes C, D e E, a Caixa Econômica Federal (CEF) aposta na interatividade oferecida pela TV digital para promover a inclusão social, assim como a oferta de serviços móveis. A informação foi destacada hoje pela presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho, na palestra de abertura do …

Com 70% de sua base de clientes nas classes C, D e E, a Caixa Econômica Federal (CEF) aposta na interatividade oferecida pela TV digital para promover a inclusão social, assim como a oferta de serviços móveis. A informação foi destacada hoje pela presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho, na palestra de abertura do Ciab – congresso de Tecnologia da Informação (TI) das instituições financeiras, em São Paulo. Para a executiva, a Caixa Econômica foi o primeiro banco a fazer uma aplicação para TV digital e, na próxima segunda-feira, 16, quando começa a funcionar o sinal da TV digital no Rio, os telespectadores poderão usar o controle remoto durante a propaganda da CEF, para fazer a simulação de crédito imobiliário, consultar o resultado da loteria ou o saldo de seu FGTS.

A vice-presidente de TI da CEF, Clarice Coppetti, esclareceu que conforme o sistema brasileiro de TV digital for avançando, a CEF vai colocar novas aplicações. Hoje, ainda há limitações na interatividade porque não tem canal de retorno. "O retorno tem que ser pela telefonia, via DSL ou protocolo TCP-IP, e o ideal é que a própria freqüência da TV possibilitasse esse retorno", explicou Coppetti. A CEF aposta também nas aplicações móveis e faz testes, usando WAP, para os clientes consultarem saldo e fazer transações bancárias pelo celular. Um dos aplicativos em teste é para que o cliente possa fazer a recarga de seu cartão pré-pago de telefonia no próprio celular.

Segundo Coppetti, os investimentos em TI da Caixa Econômica Federal são de R$ 400 milhões este ano – no ano passado foram R$ 327 milhões. Nesse volume não estão incluídos custos com funcionários (2.500 na equipe de TI) e nem com manutenção e telefonia. "É só para investimento, se somarmos custeio e funcionários nosso orçamento em TI chega a R$ 1,8 bilhão", destacou a vice-presidente.

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