A Brasil Telecom quer crescer com os clientes emergentes


A Brasil Telecom pretende aumentar a oferta de serviços para o consumidor emergente, das classes C, D e E, com renda mensal entre R$ 200 e R$ 1.400,00. Para isso, entende que precisa ter um plano de comunicação segmentada para os tipos de clientes (o convergente e o emergente), incentivando, por exemplo, o uso de …

A Brasil Telecom pretende aumentar a oferta de serviços para o consumidor emergente, das classes C, D e E, com renda mensal entre R$ 200 e R$ 1.400,00. Para isso, entende que precisa ter um plano de comunicação segmentada para os tipos de clientes (o convergente e o emergente), incentivando, por exemplo, o uso de serviço de mensagens curtas (SMS) entre as classes C, D e E, disse hoje o presidente da BrT, Ricardo Knoepfelmacher. "Com essa estratégia vamos aumentar a base de consumo", afirmou, em palestra na Futurecom sobre o futuro do relacionamento com o consumidor.

Segundo Ricardo K, 27% do faturamento da Brasil Telecom vêm desses clientes. Uma pesquisa do BCG (Boston Consulting Group) sobre os consumidores mostrou que o brasileiro da chamada classe emergente já gasta, mensalmente, R$ 38,00 com telecomunicações. "Mas, o uso de SMS é muito baixo", comentou, informando que a pesquisa revelou que 35% disseram não ter interesse nos serviços de mensagens, 35% não sabem como utilizá-los e apenas 14% acham o serviço caro. Ricardo K concorda com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que defendeu ontem, na solenidade de abertura da Futurecom, a redução dos custos do SMS para disseminar seu uso.

Inclusão digital

O presidente da Brasil Telecom concorda também com a proposta levada pela Abrafix e defendida por Hélio Costa em seu discurso, de negociar com as operadoras fixas para flexibilizar a obrigatoriedade de instalação de PSTs (postos de serviços de telecomunicações). Em contrapartida, levariam serviço de banda larga para as escolas. "O Brasil tem 172 mil escolas públicas; as concessionárias são obrigadas a instalar PSTs, que são pouco utilizados. Então, porque não substituir uma coisa por outra?", indagou. Segundo ele, 61% dos orelhões da Brasil Telecom (2. 340 TUPs na sua área de concessão) não recebem visita há mais de um ano.

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