eua-trump-2A Justiça dos Estados Unidos suspendeu no fim de semana a ordem executiva de Donald Trump, presidente do país, que vetava a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. Trump reagiu, questionando publicamente no Twitter a capacidade do juiz que deferiu decisão. O governo já apela.

Enquanto a suspensão da regra não se torna definitiva, outro processo judicial sobre o assunto ganha mais e mais signatários. Já são 97 as empresas que pedem a anulação da ordem de Trump na Justiça norte-americana. Apple, Facebook, Intel, Microsoft e Twitter são algumas das companhias que subscrevem o processo.

Todas concordam que a medida de Trump é ilegal e enfatizam a importância da imigração para desenvolvimento do setor de tecnologia e a economia do país. Reclamam dos custos que a medida trará, tornando mais difícil a contratação de profissionais de fora dos EUA, bem como dos empecilhos criados para os funcionários atuais viajarem a negócios.

Eles também criticam a falta de diálogo por parte do governo, que emitiu a ordem sem consultar interlocutores previamente. E ressaltam que a medida fará ótimos e capacitados profissionais desistirem de procurar emprego em companhias dos EUA.

Mas a reclamação não é unânime. Amazon, Oracle, IBM, SpaceX e Tesla, por exemplo, não aparecem na lista, apesar de terem divulgado notas ou criticado a ordem de Trump em algum momento na última semana. As operadoras de telecomunicações do país permanecem em silêncio, aparentemente mantendo distância da discussão. Conforme o noticiário internacional, elas nutrem a expectativa de que o novo governo permita a consolidação do setor. (Com agências)