90% das cidades podem ficar sem serviços oferecidos por apps


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A Associação Brasileira de O2O soltou nota nesta terça-feira, 19, em que alerta para risco de 90% das cidades brasileiras ficarem sem serviços oferecidos por apps. O motivo seria uma onda de regulamentações municipais que, caso se alastre, tornaria o funcionamento das empresas de apps pouco atraente fora das capitais.

Desde o início de 2016, no entanto, cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), São José dos Pinhais (PR) e Brasília (DF) têm apresentado propostas de regulação para que cada agenciamento online para serviço offline prestado em seu território recolha ISS em seu município. “Esta interpretação obrigaria, por exemplo, um app com parceiros em mil cidades a abrir escritórios em mil localidades e recolher ISS em cada uma destas regiões individualmente”, critica a ABO2O.

Para o presidente da associação, Yan Di, esta interpretação eleva enormemente a burocratização das empresas online, inibe a inovação e os investimentos no setor, pois leva insegurança jurídica a toda cadeia de empresas envolvidas. “Queremos alertar para o risco de muitos apps deixarem de oferecer seus serviços nos municípios menores, por não valer a pena arcar com os custos burocráticos adicionais”, afirma.

Levantamento da ABO2O indica que entre as 100 cidades com mais serviços O2O disponíveis, apenas 10 municípios são grandes o suficiente para justificar novos investimentos burocráticos. O novo cenário poderia forçar a saída das empresas online de mais de 90% das cidades.

No setor de transportes, por exemplo, cidadãos de mais de 400 municípios podem utilizar os serviços das empresas 99 Taxis e Easy Taxi. “Uma mudança no método como o ISS é recolhido pode tornar nossos serviços economicamente inviáveis nas cidades médias, praticamente restringindo-os a centros como Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma Jorge Pilo, CEO da Easy Taxi no Brasil. (Com assessoria de imprensa)

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