86% dos brasileiros consideram banda larga um direito humano básico


O número de brasileiros que considera o acesso banda larga de baixo custo à internet um direito humano básico está acima da média mundial. Segundo pesquisa realizada pela Ipsos, encomendada pelo CIGI, 86% dos brasileiros consideram o acesso rápido um direito, enquanto que nos outros países, a média é de 83%. O CIGI (sigla em inglês) é o Centro Internacional para Inovação na Governança.

A pesquisa avaliou a percepção sobre uso da internet em todo o mundo. Além de o acesso ser considerado um direito fundamental, revelou o aumento das preocupações com privacidade. Hoje, 66% das pessoas se dizem preocupadas. Um ano atrás, o número era de 64%. No Brasil, 83% se dizem preocupados com a privacidade.

As preocupações dizem respeito a fraudes bancárias (78% das respostas mundiais); vazamento de conteúdo íntimo (77%); monitoramento de atividades por empresas privadas e venda destes dados sem consentimento do usuário (74%). Outro medo, embora menor, é o ataque estrangeiro (seja outro governo, seja grupo terrorista) a órgãos governamentais. Além disso, 66% das pessoas temem censura da internet ou monitoramento por agências do governo do país onde vivem. De acordo com a pesquisa, 48% das pessoas acham que hoje os governos administram bem a segurança na internet.

Os respondentes foram convidados a escolher que modelo de governança para a internet preferem. Para 57%, um modelo multistakeholder, envolvendo academia, empresas, ONGs e governos, seria a melhor opção. Esse formato foi também defendido pelo Brasil durante a realização do NETmundial

A pesquisa será apresentada amanhã, no Canadá, durante a conferência da Comissão Global de Governança da Internet (GCIC, na sigla em inglês). Foram ouvidas pessoas de Austrália, Brasil, Canadá, China, Egito, França, Alemanha, Grã Bretanha, Hong Kong, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quênia, México, Nigéria, Paquistão, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia, Tunísia, Turquia e Estados Unidos.

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