85% de crianças e adolescentes do país já são usuários da Internet


(Crédito: Shutterstock Cienpies Design)

Subiu de 34% em 2013 para 51% em 2017 o consumo de notícias online por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos. Além disso, 40% das crianças e adolescentes conectados usam a Internet para conversar com pessoas de outras cidades, países e culturas, 36% delas participam de páginas ou grupos na Internet sobre assuntos de interesse, 28% buscam informações sobre saúde e 22% sobre o que acontece na sua comunidade.

Já 12% das crianças e adolescentes conectados conversam na Internet sobre política ou problemas da cidade ou país, e 4% participam de campanhas ou protestos na rede. Esses são alguns dos resultados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2017, divulgada nesta terça-feira (18) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

“Embora as práticas de comunicação e entretenimento continuem predominantes entre a população jovem, a Internet oferece inúmeras outras oportunidades de desenvolvimento para a cidadania e engajamento”, destaca Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que coordenou o levantamento. As atividades ligadas à comunicação e ao entretenimento mobilizam 79% das crianças e adolescentes que enviam mensagens instantâneas; 77% que assistem a vídeos online; 75% que ouvem música na rede e 73% que usam as redes sociais. Segundo a pesquisa, outra atividade comum é pesquisar na Internet, seja para trabalhos escolares (76%), seja por curiosidade ou vontade própria (64%).

Em sua sexta edição, a TIC Kids Online estima que cerca de oito em cada dez crianças e adolescentes (85%) com idades entre 9 e 17 anos eram usuários de Internet em 2017, o que corresponde a 24,7 milhões de jovens nesta faixa etária em todo o país. Em 2016, essa proporção era 82%. Os resultados apontam também para a persistência de disparidades regionais e socioeconômicas no acesso e uso da rede: nas áreas urbana (90%) e rural (63%); nas regiões Sudeste (93%) e Norte (68%); nas classes AB (98%) e DE (70%).

O crescimento do uso de dispositivos móveis para acessar a Internet também foi captado pela pesquisa. Se em 2012, 21% acessaram a rede por meio do celular, em 2017 são 93%, o que representa 23 milhões de crianças e adolescentes. Já o uso da Internet por meio de computadores (considerando-se computadores de mesa, portáteis e tablets) apresentou queda de 37 pontos percentuais: de 90% de crianças e adolescentes, em 2013, para 53%, em 2017.

O levantamento estima ainda que, em 2017, 44% das crianças e adolescentes usuários de Internet acessaram a rede exclusivamente por meio de telefones celulares, o que representa 11 milhões de jovens. O celular é o principal meio de acesso para crianças e adolescentes da área rural (57%), do Norte (59%) e classe DE (67%).

Conteúdos

A TIC Kids Online Brasil 2017 mostra que 39% dos usuários de 9 a 17 anos – o que corresponde a 9,7 milhões de crianças e adolescentes – declararam ter visto formas de discriminação na Internet no último ano, resultado estável em relação a 2015 e 2016, se consideradas as margens de erro amostral. A detecção de conteúdo de discriminação na rede é maior entre meninas (46%) que em relação aos meninos (32%), e entre adolescentes de 15 a 17 anos (54%) se comparado com crianças de 9 a 10 anos (13%). Entre os principais tipos de discriminação identificados estão: cor ou raça (26%), aparência física (16%) e por preferências sexuais (14%).

A pesquisa revelou também que os jovens usuários de Internet com idades entre 11 e 17 anos estão expostos a conteúdos relacionados a ações sobre a aparência física, como formas de emagrecer (19%). Meninas detectam esse conteúdo em proporção (25%) maior que meninos (12%).

No que diz respeito ao uso seguro da Internet, 7 em cada 10 crianças e adolescentes conectados utilizaram a Internet com segurança, segundo a declaração dos seus pais ou responsáveis – proporção estável em relação às edições anteriores da pesquisa.

A pesquisa TIC Kids Online Brasil entrevistou 3.102 crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos, bem como seus pais ou responsáveis, em todo o território nacional. As entrevistas aconteceram entre novembro de 2017 e maio de 2018. Veja aqui a pesquisa completa.(Com assessoria de imprensa)

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