83% das empresas de TI do Brasil não exportam


A Associação das Empresas de TI da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha (ALETI), pela primeira vez, realizou um censo com 849 empresas de tecnologia da informação de 17 países. No resultado, aparece a dificuldade das empresas do setor do país de alcançarem o mercado externo. Apesar de 63,4% das companhias de TI da região terem sede no Brasil, apenas 17% delas exportam para outras regiões, ou seja, a produção e serviços de tecnologia do país continua restrita ao mercado interno. Nos países europeus pesquisados (Portugal e Espanha), o porcentual de empresas exportadoras é de 85%. Ou seja, os países da Península Ibérica concentram apenas 7,2% das empresas de TI da região pesquisada, mas a maior parte delas consegue atuar em outros mercados. 

Inovação e código aberto
Considerando apenas as empresas com receita superior a US$ 500 milhões, 66% de todas as pesquisadas investem em continuamente em novas tecnologias. O índice cai para 43% entre companhias que faturam  de US$ 50 milhões a US$ 100 milhões. 

Apesar de o Brasil já contar com uma década de apoio explícito do governo a sistemas operacionais de código aberto, a utilização desse tipo de sistemas no país é inferior à média dos 17 países pesquisados, salientou a ALETI. Os dados completos do Censo serão apresentados amanhã (13), no centro de Convenções Reebouças, em São Paulo, durante a Cúpula Mundial de Políticas Públicas de TI.

“A partir de agora temos um panorama do segmento em 17 países da região Ibero Americana, para debater com maior profundidade a atual situação das indústrias de TI dos países que compõe a Aleti, assim como as oportunidades de negócios e marcos regulatórios”, afirma Roberto Carlos Mayer, presidente da Aleti e vice-presidente de relações públicas da Assespro Nacional. 

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