Operadoras ampliam ofertas de redes no Nordeste


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*Aécio Santiago

INOVATIC NE – O vice-presidente de Negócios da Algar Telecom, Márcio Estefan, afirmou hoje 26, no painel sobre cabos submarino no INOVATIC NE, que a algar pretende estar presente em 18 cidades nordestinas até o final deste ano. “Fortaleza é o epicentro de tecnologia e informação e o  Brasil tem muita oportunidade no setor de fibras ópticas. Estamos focando em 2018 nas principais capitais onde há maior densidade de empresas como Fortaleza, Recife, Natal, no total de 18 cidades neste primeiro ano. Nossa meta são os grandes centros comerciais e corporativos”, explicou o vice-presidente da Algar.

Atualmente, o principal meio para transmissão de dados e comunicação entre continentes e países são os cabos submarinos. Segundo o empresário, com 99 % da internet global sendo explorada por cabos submarinos e apenas 1% via satélite, o potencial é cada vez maior. Somente em Fortaleza a empresa irá construir cerca de 70 quilômetros de cabos de transmissão entrando em operação em meados de maio de 2018. Márcio Estefan não fala de valores, mas afirma a Região Nordeste é a nova fronteira da Algar Telecom. “Após a operação de cabos entre as cidades do Rio de Janeiro e Fortaleza, com a aplicação de uma nova tecnologia e a presença de grandes empresas potenciais consumidoras na cidade, estamos muitos animados porque o Nordeste é um mercado em grande expansão”, concluiu Márcio.

Para o chefe Operacional da Globenet, Erick Contag, a malha de cabos submarinos é um setor importante no atual cenário de crescimento econômico do Brasil.  “Já existem consórcios que fazem a ligação Brasil-Uruguai-Argentina e vai permitir a exploração de uma dessas malhas de transmissão, como já acontece entre Luanda-Fortaleza e Brasil-Colômbia-Estados Unidos”, assinalouo Erick.

Localização privilegiada

Todo esse potencial de mercado na cidade de Fortaleza não é por acaso. De acordo com o consultor e mediador dos debates Luiz Tenório Perrone, a localização geopolítica traz uma posição de mercado forte pra o Brasil, o Ceará e Fortaleza, permitindo a conexão direta com a África, as Américas e a Europa sem precisar passar pelos Estados Unidos e conexão da África e Estados Unidos sem passar pela Europa.

“É muito estratégico esse posicionamento. O Brasil está numa posição privilegiada de fornecer conexões independentes de um polo político, além da questão do controle dos cabos submarinos, que se torna um ponto de interesse comercial. Estamos atualmente numa evolução do desenvolvimento tecnológico, que evidencia que a velocidade da oferta está acima da demanda e espero que continue assim”, explica Luiz Tenório Perrone.

A programação da mesa redonda foi concluída com as apresentações de Erick Contag, chefe Operacional da Officer Globenet e Samuel Lauretti, diretor de Vendas Internacionais da Padtec que enfatizou, além do aspecto de mercado e expansão tecnológica, o aspecto histórico das transmissões submarinas, que desde o Brasil Império já vinda sendo explorado com a instalação da rede entre o Rio de Janeiro e Recife e indo até o Europa.

O diretor ainda destacou os investimentos que vem sendo realizados no setor, que desde 1988 a indústria já investiu mais de UU$ 45 bilhões de dólares em sistemas submarinos com mais de 1,3 milhões de quilômetros de rotas. “A largura de banda total utilizada nos principais sistemas submarinos cresceu 4,5 vezes entre 2010 e 1014”, disse Samuel.

 

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