60% da população mundial ainda não têm banda larga


A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou, no final de semana (21), um levantamento sobre a situação da banda larga no mundo. Pelos dados da organização, pertencente à ONU, metade da população mundial terá acesso à internet rápida em 2017. Como no ano passado, os principais catalisadores do acesso à internet serão smartphones e tablets.

Atualmente, 40% das pessoas no planeta possuem uma conexão à web. Apenas neste ano, 600 milhões de pessoas devem ganhar acesso. Até o final de 2014, 2,3 bilhões de pessoas vão usar as redes móveis para navegar na internet. Até 2019, serão 7,6 bilhões. Já há, no momento, três vezes mais gente usando as redes móveis do que as fixas para navegar em alta velocidade. Do total de pessoas conectadas, 1,9 bilhão usa redes sociais.

No Brasil, onde 42,4% das casas têm acesso à internet e 51,6% das pessoas acessam a rede de casa, trabalho, telecentros ou lan houses, 48% das pessoas conectadas usam redes sociais. Os números da UIT para o país são um pouco mais baixos que os apresentados na última semana na PNAD, pelo IBGE.

O relatório faz uma comparação entre 191 países, inclusive o Brasil. A Coreia do Sul mantém a primeira colocação no ranking da UIT de países com maior penetração de banda larga, com 98% dos domicílios com acesso. Em banda larga fixa, Mônaco é o primeiro, 44% da população acessando a rede desta maneira. Outros três países têm banda larga fixa com índice de penetração acima dos 40%: Suíça, Dinamarca e Países Baixos. O Brasil possui 10,1% de penetração da internet fixa (73º no ranking), e 51,5% na internet móvel (37º).

A distribuição dos acessos segue a desigualdade econômica. A Europa é a região com maior número de conectados, com média acima de 90%. A África subsaariana apresenta o pior desempenho, com menos de 2%, em média, de conectados. O relatório demonstra que 90% das pessoas que vivem nos 48 países menos desenvolvidos do mundo não têm qualquer contato com a internet. O número de países com algum plano de universalização de banda larga cresceu de 102, em 2010, para 140, em 2014. O Brasil é um deles, com o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A UIT considera banda larga conexões de pelo menos 256 Kbps. (Por ARede)

 

 

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