5G pode transformar as teles em empresas web-scale


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Rio de Janeiro –  As empresas de web-scale (antes conhecidas como empresas de OTT), como Facebook, Google ou Uber,  tem três vezes mais receitas por empregado contratado do que as operadoras de telecomunicações. E isso precisa mudar, alertou Steve Corcoran, diretor de marketing estratégico da Mavenir, carrier de cloud que atua em diferentes estados norte-americanos.

Para o executivo, a tecnologia LTE dará a oportunidade para as operadoras de telecomunicações mudar essa rentabilidade e passar  a oferecer serviços de mais alto valor. Mas ele reconhece que as operadoras têm hoje dificuldades concretas para assumir riscos tecnológicos muito grandes. “As telcos têm dificuldades em implementar inovações, pois não podem arriscar as receitas e não podem gerar percepção errada para seus clientes”, afirmou.

Mas as empresas estão buscando alternativas para acelerar a inovação com a 5G. E Cororan citou o exemplo da Verizon, nos Estados Unidos, que gasta entre 18 a 24  meses para implementar uma inovação. Para reduzir esse período, a operadora decidiu construir a rede de 5G como em uma “caixa”, o seja, independente de sua atual rede e completamente isolada de seus atuais clientes. “Com essa alternativa, a operadora pode testar as novas tecnologias em áreas críticas, com segurança, sem impacto, sem investimentos massivos ou de riscos”, afirmou.

Para Imran Malik, diretor senior de negócio empresarial da EITC (Emirates Integrated Telecommunications Company), a sustentabilidade das operadoras de telecom na 5G deverá vir do negócio de internet.

A jornalista participa do  5G Latin America, a convite da Huawei

 

 

 

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