5G: indústria teme efeito Itália nos próximos leilões europeus


O temor da indústria de telecom é de que o leilão das licenças 5G da Itália, encerrado na terça-feira, 2, após um certame que durou duas semanas, provoque um efeito cascata e eleve o preço das frequências dos próximos leilões programados. Afinal, a Itália, arrecadou 6,5 bilhões de euros em quatro licenças, um valor recorde, considerado muito alto pelos analistas, que talvez vá obrigar as operadoras móveis ou a aumentar os preços do serviço ou a investir menos para compensar os custos da aquisição das licenças.

O governo italiano estruturou a venda 5G em dois blocos muito grandes, com dois lotes muito menores oferecidos aos licitantes que ficaram de fora. Isso significa que as três maiores redes do país – Telecom Italia, Vodafone e Wind Tre, que pertence à CK Hutchison – tiveram que competir ferozmente pelos maiores blocos ao lado do Iliad, o novo concorrente que forçou o preço a subir. Telecom Italia pagou 2,5 bilhões de euros pela sua licença e a Vodafone, 2,4 bilhões.

Um dos que manifestou seu temor do “efeito Itália” sobre os demais governos que vão leiloar suas frequências 5G foi o novo presidente executivo da Vodafone, Nick Read. “É fundamental que os governos europeus evitem construções de leilões artificiais que não tenham um equilíbrio saudável para a indústria ”, disse ele.

As redes italianas pagaram oito vezes mais por megahertz do que as redes no leilão de 5G da Espanha no início deste ano e dez vezes mais do que na Finlândia, que teve o seu leilão esta semana. A Alemanha realiza o seu leilão na primavera, mas sua estratégia não deverá ser a de maximizar o resultado para os cofres públicos. Austrália, Romênia, Hungria, República Tcheca e Reino Unido também vão licitar suas frequências 5G. (Com noticiário internacional)

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