5G acrescentará uma Itália ao PIB mundial até 2035. China será maior beneficiada.


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A fabricante de chipsets Qualcomm divulgou hoje, 7, uma pesquisa encomendada à consultoria IHS Markit que tenta prever o impacto futuro da 5G sobre a economia global. Segundo o relatório, a quinta geração terá o condão de, direta ou indiretamente, criar até 22,3 milhões de empregos e acrescentar US$ 2,1 trilhões ao PIB mundial até 2035. o equivalente a uma Itália, a oitava maior economia do mundo atualmente.

O estudo da IHS Markit, que pode ser baixado aqui, analisa o impacto horizontal de 21 casos de uso da 5G. Esta é a segunda vez que tal estudo é publicado. A primeira edição, de 2017, previa que em 2035 a 5G estaria direta ou indiretamente relacionada a US$ 12,2 trilhões da produção mundial. Tal número foi revisto, para cima, para US$ 13,2 trilhões, pois a implantação da nova rede móvel está mais acelerada que o previsto, segundo a consultoria.

A cadeia de valor global da 5G vai movimentar, sozinha e diretamente, US$ 3,6 trilhões daqui a 15 anos. A previsão também aponta volumes de investimentos das operadoras e outros tipos de empresas que venham a adotar a 5G. Diz que o Capex será, em média, de US$ 235 bilhões ao ano até lá, tanto em infraestrutura de rede, quanto em aplicações corporativas.

A IHS Markit calcula que todos os setores da economia vão crescer, de alguma forma, em vendas em função da adoção de tecnologias relacionadas à 5G no período. O setor que menos terá impacto será o imobiliário, que deverá ter um crescimento em receitas de apenas 2,4% devido ao uso da quinta geração móvel. O maior impacto será na área de TICs, em que se espera crescimento de receitas de 10,7% no período apenas em função da chegada da 5G.

Casos de uso

A consultoria aposta que, dos 21 casos de uso, três serão mais proeminentes: eMBB, MIoT e MCS. O que essas letrinhas significam? A eMBB é a sigla que resume a expressão banda larga móvel melhorada, em inglês. Significa mair velocidade de download e upload no smartphone e outros dispositivos móveis.

Já a MIoT representa a internet das coisas massiva, que consiste na disseminação de objetos conectados em nosso dia a dia – tanto de consumidores finais, como de empresas e indústrias. Será aplicada (já é, em menor escala, usando 4G) ao rastreamento de ativos, a agricultura conectada, a cidades inteligentes, ao monitoramento de consumo de energia, água, gás, entre outros.

Já MCS é a sigla para serviços de missão crítica, que são redes à prova de falhas e oscilação feitas para atender principalmente o setor industrial e governamental, embora também abarque o setor automobilístico (carros autônomos) ou de saúde (telemedicina), smart grid, drones.

Disputa EUA x China continuará

Outra previsão do texto é que a disputa pelo domínio das patentes para redes 5G continuará. Tanto Estados Unidos, como a China seguirão liderando os investimentos em pesquisa e desenvolvimento da tecnologia.

Os EUA, no caso, devem registrar 26,7% das pesquisas na área que serão feitas entre 2020 e 2035, enquanto a China ficará com 25,5%.

Outros países com fatias relevantes de P&D em 5G no período serão Japão (12,4%), França (3,9%), Alemanha (3,9%), Reino Unido (3,8%) e Coreia do Sul (2,9%). O resto do mundo somará 21% do P&D e Capex em 5G.

Mas, quem será o grande vencedor dos benefícios da tecnologia será a China, diz o relatório. Isso porque o país vai empregar o maior contingente de pessoas em função da tecnologia (10,9 milhões), e colherá ganhos equivalentes a US$ 1,13 trilhão no período.

Os EUA, por sua vez, devem gerar 2,8 milhões de empregos movimentar a cadeia de valor em US$ 786 bilhões. Depois virão Japão, Alemanha, Coreia do Sul, França, Reino Unido.

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