57% da população mundial ainda não tem acesso à internet


Relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que dificilmente países em desenvolvimento e pouco desenvolvidos atenderão a metas de melhoria da conectividade. Entidade propões intensificação de planos nacionais de universalização do acesso.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou nesta segunda-feira, 21, a nova edição do relatório “Estado da Banda Larga”, em que analisa a conectividade rápida em todo o mundo. A pesquisa mostra que a desigualdade impera: 57% das pessoas no planeta ainda não tem qualquer acesso à internet, enquanto nas economias maduras estão à beira da saturação.

“O mercado fez seu trabalho conectando as nações mais ricas, onde cases de sucesso para a implementação das rede podem ser facilmente criados. Nosso desafio mais importante agora é conectar os 4 bilhões de pessoas que ainda não colhem os benefícios da conectividade, e este deve ser o foco da Comissão de Banda Larga de agora em diante”, afirma Houlim Zhao, secretário-geral da UIT.

O número mostra que ainda está distante a meta de conectar 40% das casas do planeta e 60% da população mundial, sendo 50% nos países em desenvolvimento e 15% nos países menos desenvolvidos. Também está distante, ainda, a meta de baratear o acesso, fazendo-o custar não mais que 5% da renda média mensal das famílias.

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O que se vê hoje são 3,2 bilhões de pessoas conectadas, ante 2,9 bilhões um ano antes. Isso equivale a 43% da população do mundo, com quase 100% de conectividade nas economias maduras, e apenas 35% nos países em desenvolvimento. Nos países menos desenvolvidos, a média não alcança 10%.

Os dez países onde a conectividade é mais alta, nos domicílios, são dominados por Ásia e Oriente Médio. A Coreia do Sul tem 98,5% dos lares conectados, enquanto Qatar e Arábia Saudita têm 98% e 94%, respectivamente. Já os países com maior índice da população com acesso são a Islândia (98,2%) e a Noruega (96,3%).

Mônaco é o país com maior penetração da banda larga fixa, com 46,8% das pessoas com acesso por esta modalidade. A Suíça é a segunda colocada, como 46%. Em apenas seis países a conexão fixa representa mais de 40% dos acessos: (Mônaco, Suíça, Dinamarca, Holanda, Liechtenstein e França).

O estudo revela que a região compreendida por Ásia-Pacífico detêm atualmente metade dos usuários de banda larga móvel do mundo. Existem 79 países em que mais da metade da população está online – ano passado eram 77. A maior penetração é encontrada na Europa, e a mais baixa, na África Sub-Saariana. Em Guiné, Somália, Burundi, Timor Leste e Eritreia a penetração da internet é de 1,7%, 1,6%, 1,4%, 1,1% e 1%, respectivamente.

Os números levam a entidade a propor uma intensificação das políticas de universalização do acesso. “Os países precisam adotar políticas efetivas e estratégias para tornar a banda larga disponível, barata e acessível”, recomenda. Principalmente em áreas como educação, entretenimento, saúde, finanças e comércio.

“Os setores público e privado precisam trabalhar em conjunto para que haja banda larga para todos. Um plano nacional de banda larga é crucial em coordenar esforços, priorizar e promover o desenvolvimento nacional da banda larga”, completa a entidade. Ao mesmo tempo, os países devem aperfeiçoar suas métricas para compreender melhor as transformações e falhas dos planos.

A UIT calcula que existam noa mundo 9,09 bilhões de usuários de telefonia móvel, número que chegará a 9,2 bilhões até 2020. Destes, 3,46 bilhões de pessoas usam o celular para acessar a internet – em 2020, serão 7,7 bilhões, ou 85% de todas as conexões móveis. O acesso por banda larga fixa hoje soma 794 milhões. O número de usuários da internet deve crescer pouco até 2020, passando dos atuais 3,17 bilhões para 4 bilhões.

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