51% das operações bancárias já são feitas por computadores e smartphones


O mobile e o internet banking já respondem por mais da metade das operações bancárias no Brasil, conforme levantamento da Febraban com cinco bancos (Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Itaú Unibanco e Santander), divulgado nesta quinta-feira (19). No primeiro semestre de 2013, a participação média mensal dos canais internet e mobile foi de 51%, ante 46% no primeiro semestre de 2012. A previsão para 2014 é de que esses canais digitais se transformem nas principais vias de atendimento bancário, acredita a federação, que se preocupa com a segurança na troca de informações, especialmente nesta época do ano.

A maior responsável pelo aumento da relevância dos meios digitais nos últimos anos é a plataforma mobile, formada pelos aplicativos de bancos instalados em smartphones e tablets, que cresce em ritmo exponencial, aponta a pesquisa. Entre junho de 2012 e junho de 2013, a participação do canal mobile subiu de 3% para 6,2% do total de transações na amostra dos cinco bancos selecionados. A quantidade de transações no canal mobile nesse mesmo grupo passou de 244 milhões, no primeiro semestre de 2012, para 822 milhões, no mesmo período do ano seguinte – um aumento de 237%. Em um dos bancos pesquisados, a participação do mobile já chega a 10% das transações.     
 

Consultas de saldos e extratos são os tipos de transação mais comuns nos dispositivos móveis, já que os aplicativos dos bancos estão disponíveis em qualquer horário e local com acesso a internet, oferecendo consultas à conta bancária gratuitamente e de forma ilimitada. Além disso, os clientes também já estão se habituando a pagar contas pelo serviço de mobile banking, que permite a leitura do código de barras pela câmera do smartphone, dispensando a digitação da sequência numérica. Transferências eletrônicas (TEDs) e documentos de ordem de crédito (DOCs) são outras funções cada vez mais acionadas pelas plataformas móveis.

 
Dicas de segurança

Diante da explosão do uso dos canais digitais para operações bancárias, a preocupação do setor se volta para a segurança das transações, especialmente nesta época do ano. Segundo a Febraban, os bancos investem na segurança dos aplicativos, no entanto, ressalta que o comportamento do consumidor é fundamental para a sua maior proteção. “Assim como os computadores, o uso de smartphones e tablets exige os mesmos cuidados com a administração de senhas, o acesso e-mails e a navegação na web”, frisa a entidade.

O uso de programas de proteção contra software malicioso (malware) e de aplicativos que armazenam de forma criptografada dados sensíveis é recomendado pela entidade para a proteção dos dados e deve ser adotado pelos consumidores. “Como os dispositivos móveis são mais suscetíveis à perda ou ao roubo, vale lembrar algumas medidas para evitar dor de cabeça e seu uso por mãos erradas: de tempos em tempos, faça backups (cópias) dos dados guardados no aparelho, de fotos a contatos; nos smartphones ou tablets, deixe ativada a opção de exclusão de todos os dados do aparelho no caso de tentativas de acesso com senha incorreta; e, se possível, habilite a função de geolocalização para que o dispositivo seja encontrado e bloqueado à distância”, indica a Febraban.    
 

A entidade aconselha ainda que, além desses cuidados, os clientes devem ficar atentos aos sites falsos, que costumam solicitar muitas informações confidenciais, justamente porque precisam delas para acessar as contas de clientes. “Fraudadores costumam utilizar a técnica da ‘ansiedade’, para criar a necessidade de o cliente atualizar os dados com rapidez, sempre impondo uma condição: se você não atualizar seus dados agora a sua conta será cancelada. É importante desconfiar sempre de ações nesse sentido e não informar os dados pessoais”, ensina a Febraban.(Da redação, com assessoria de imprensa)

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