4G vai cobrir 76% da América Latina em 2020


Participação de mercado dos smartphones no Brasil passara dos 38% atuais para 72% em 2020. A entidade prevê uma implementação mais acelerada do que o esperado na região. No ano passado, projetava-se que a 4G não ultrapassaria 35% do mercado latino em cinco anos.

Além do debate sobre a próxima geração de redes móveis, esta edição do Mobile World Congress também tem 4G. As redes LTE foram o foco da apresentação da GSMA Latam. A associação mostrou hoje (3) os resultados d pesquisa mais recente sobre a penetração da tecnologia na América Latina. Segundo os dados, levantados pelo braço de inteligência da GSMA, o 4G iluminará 76% da população da América Latina até 2020.

O número indica uma implementação mais acelerada do 4G do que o esperado. No final de 2014, a previsão era que o 4G não passasse dos 35% do mercado na mesma data. Cobertura, porém, não uso. A GSMA lembra que a previsão é que, em número de conexões, o 4G deve representar 28% também em 2020. O total de conexões móveis na América Latina alcançará 889 milhões naquele ano (eram 709 milhões ao final de 2014), com o 4G respondendo por 28% (245 milhões de conexões).

Segundo Cabello, o crescimento será conduzido, ao menos em parte, pelo aumento do investimento das operadoras. A expectativa é que o capex do setor de telefonia móvel na América Latina chegue a um total acumulado de US$ 193 bilhões no período entre 2014 e 2020.

As operadoras latinoamericanas investiram quase US$ 8 bilhões em licenças de espectro entre 2012 e 2015, principalmente para apoiar implantações 4G. A quantidade total de espectro atribuído a serviços móveis desde 2012 foi de 1472MHz, nas faixas de 700MHz, 850MHz, 1800MHz, 1900MHz, AWS (serviços avançados sem fio: 1700-2100MHz) e 2,6GHz.

A migração para redes de banda larga móvel de maior velocidade também está sendo impulsionada pela crescente adoção de smartphones. Eles foram somaram 32% das conexões da América Latina em 2014 e devem ser responsáveis por 68% do total em 2020. Segundo a GSMA, a América Latina terá a segunda maior base instalada de smartphones no mundo, atrás apenas da região Ásia-Pacífico. No Brasil os smartphones passarão dos 38% de conexões atuais para 72% em 2020.

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