Banda larga, sem smartphone, chega a 10% da população


A Cisco, juntamente com a consultoria IDC, apresentaram nesta terça-feira (29) os resultados do levantamento Barômetro da Banda Larga no Brasil, que considera apenas as conexões fixas ou via modem (excluindo pré-pagos) e acesso em tablets. Em junho, o país atingiu 27,1 milhões de conexões, sendo que os acessos fixos cresceram 4,5%, enquanto os móveis, 8,7% no período de seis meses.

 

A penetração da banda larga, excluindo o acesso em smartphones, chega a 10,1% da população ou 33,7% dos lares. As conexões via modem 4G  somam 174 mil, volume semelhante ao crescimento médio trimestral bruto dos modems 3G, o que é um bom indicador da preferência dos clientes para o uso da rede de última geração para conexão banda larga. 

As assinaturas 3G (modem e tablets) cresceram 6,1% no semestre, fechando o período com 7 milhões de acessos. Até o final de 2013, o país deve atingir 28,3 milhões de conexões. As projeções do IDC  mostram que em 2017 as conexões fixas e móveis, excluindo smartphones, devem atingir 43,7 milhões, sendo 36% móveis. 

Velocidades

A banda larga 2.0, um critério do Barômetro que indica as conexões com mais de 1 Mbps, superou os 11,75 milhões de conexões em junho, crescimento de 7% nos últimos seis meses, avanço quase seis vezes superior do que as conexões 1.0.

 

Assim, ao final do primeiro semestre, 59% das conexões de banda larga fixa no Brasil tinham velocidades superiores a 1 Mbps. As conexões com mais de 10Mbps, dentro do critério de Banda Larga 2.0, já superam 26,7%. 

Mas, para Samuel Rodrigues, analista de serviços de telecom da IDC, o grande avanço em termos de velocidade no Brasil a partir  de 201. Agora, irá o crescimento na velocidade da conexão no Brasil a evolução da fibra óptica, que segue em ritmo acelerado, mas ainda em poucas localidades.

Para o presidente da Cisco, Rodrigo Dienstmann, o fato de as operadoras terem lançado comercialmente suas redes de fibra óptica apenas recentemente indica que o potencial para expansão de velocidade ainda não foi todo explorado e deve ser percebido nos próximos períodos. Além disso, lembrou o executivo, os provedores de internet regionais (ISPs) também têm apostado na construção de redes ópticas. 

Base instalada de dispositivos


O Barômetro da Banda Larga também prevê um crescimento acelerado do consumo de dispositivos que, em geral, requerem uma banda larga fixa (notebooks, tablets e computadores), o que deve estimular a assinatura de serviços desse tipo, além dos modems pós-pago. Entre 2013 e 2017, a base instalada de dispositivos “BL 2.0 Ready” crescerá em 26 milhões, expansão de 30%, na comparação com a projeção para o final deste ano. 

“O crescimento do número de dispositivos por conexão impulsionará a oferta de maiores velocidades”, reforçou Rodrigues, do IDC.  

  

 

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