40% das ligações do celular já usam o nono dígito em SP. Mas só 4% das ligações fixas adotaram a medida.


Anatel considerou o resultado muito bom

 

 

 

 

A Anatel considerou um sucesso a introdução do nono dígito nos celulares da região metropolitana de São Paulo, com poucos problemas detectados na madrugada de ontem, mas já resolvidos, informou o gerente de numeração da agência, Adeilson Nascimento. Conforme o balanço do primeiro dia, 40% das chamadas feitas pela rede de celular, ou feitas pelos usuários paulistanos de telefonia móvel, já incorporaram o dígito 9 antes do número de celular. Mas o índice de chamadas feitas pelos usuários de telefonia fixa fora da área de DDD 11, e também afetados pela medida, é ainda muito pequeno: apenas 4% os clientes que fizeram ligações de longa distância (portanto, ligação de telefonia fixa) colocaram o novo dígito antes do número, no primeiro dia da mudança.

 

O presidente da agência, João Rezende, assinalou que não foi registrado qualquer aumento significativo de reclamações no call center das operadoras ou da Anatel devido a esta mudança, lembrando que a agência continuará a acompanhar e a fiscalizar esta implementação. “Este processo demonstra um amadurecimento das empresas e dos usuários, que assimilaram as mudanças sem sobressaltos”, afirmou Rezende.

 

Segundo o presidente, a adoção do novo número no celular será implementada em todo o país, mas ainda sem prazo para que o processo seja reiniciado. Ele assinalou ainda que o usuário terá até o dia 15 de janeiro de 2013 para incorporar de vez a mudança, visto que a partir do dia 8 de agosto as chamadas feitas sem o novo dígito continuarão a ser completadas pelas operadoras, mas passarão a ser interceptadas. “O usuário tem um tempo grande para se adaptar e mudar a sua agenda, mas é importante que ele faça isto o quanto antes”, afirmou.

 

Conforme o gerente de numeração da Anatel, Adeilson Nascimento, diferentes sites na internet e mesmo as operadoras estão oferecendo aplicativos para a atualização de agendas, mas a agência não irá fiscalizar esse tipo de oferta, visto que, entende o técnico,  o aplicativo que não funcionar será descontinuado pelo próprio usuário. Conforme  reclamações, há aplicativos de atualização de agendas que não estão funcionando direito ou acrescentam o novo dígito em todos os números de celular, e não apenas naqueles de DDD 11. Nascimento afirmou que muitos usuários, que não têm smartphones, terão que atualizar sua agenda item por item.

 

Com a adoção de mais um número, a Anatel espera atender a grande demanda do mercado paulistano, que ativa 250 mil novos acessos móveis por mês, ou 4 milhões por ano. ” Com este  novo dígito, passamos de 44 milhões para 90 milhões de possibilidades”, afirmou Rezende.

 

O Sintelebrasil informou que as empresas gastaram R$ 300 milhões para implementar a medida em todo o país (visto que todas as centrais telefônicas da telefonia fixa tiveram que ser modificadas em todo o território brasileiro).  
 

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