40% da receita móvel virão de dados neste ano, na AL


A América Latina terá 885 milhões de usuários de telefonia móvel até 2020, segundo projeção divulgada hoje, 15, pela consultoria Pyramid Research. Até o final deste ano, a empresa prevê 757,2 milhões de usuários, com 4,2% usando LTE (4G). Ainda este ano, o tráfego de dados será responsável por 40% da receita das operadoras na região.

Em porcentagens, o número de usuários vai crescer 3,3% neste ano. Até dezembro, a América Latina vai representar 10% do mercado mundial de acessos móveis. Os números da Pyramid, caso se confirmem, mostram uma penetração de 122% da região. Até 2020, a empresa calcula um crescimento composto (CAGR) de 3,2% ao ano, o mais baixo globalmente. No mesmo período, Oriente Médio e África vão crescer 5,9%, Ásia Pacífico, 5,3%, e América do Norte, 3,4%. A penetração em cinco anos será de 136%.

“A expansão se dará principalmente por causa da expansão da cobertura a áreas pouco ou não iluminadas, da atuação dos reguladores para promover maior concorrência, como regulamentos que fomentem MVNOs, e pelo M2M e IoT”, analisa Guillermo Hurtado, analista sênior da Pyramid Research.

Receita
A consultoria estima que ao final deste ano o mercado de telefonia móvel da América Latina movimente US$ 80,3 bilhões. “Os dados móveis estão se tornando, rapidamente, a pedra fundamental para os negócios das operadoras móveis”, ressalta Hurtado. O faturamento com dados das teles vai crescer 10% ao ano (CAGR) até 2020. Ao final daquele ano, o consumo de dados será 60% da receita na região.

“As operadoras locais estão preocupadas em empurrar serviços de dados e de valor adicionado, uma vez que os reguladores têm adotado medidas que reduzem os ganhos com a terminação e interconexão de chamadas de voz e os aplicativos OTT de comunicação pressionam os ganhos com voz”, diz o analista.

Ainda segundo o estudo, as conexões LTE, que eram 1,9% dos acessos móveis no final de 2014, vão representar 4,2% ao final deste ano. Muito pouco, segundo Hurtado, que critica a atuação das agências: “Alguns reguladores da região têm demorado para leiloar ou oferecer o espectro necessário para o uso do LTE, ao mesmo tempo em que o preço dos smartphones compatíveis continua a ser uma barreira”.

Segundo o relatório, a migração do 2G para o 3G continua a ser prioridade para as operadoras da América Latina, que têm feito  a maior parte dos investimentos em ampliar a cobertura, a qualidade e a capacidade das redes de terceira geração. Apenas no ano passado o 3G superou em número de usuários o 2G. Ao final do ano, a Pyramid calcula que o 3G represente 62% dos acessos móveis. (Com assessoria de imprensa)

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