3G: TIM considera licenças, e teme assimetria competitiva


A Tim se uniu ao coro das operadoras que consideram caros os preços pedidos pela Anatel para as freqüências de 3G, que somam R$ 2,8 bilhões para os lotes no país todo. Segundo afirmou hoje em teleconferência à jornalistas, Mário Cesar Araújo, presidente da empresa, "achávamos que os preços seriam menores, como a Anatel havia …

A Tim se uniu ao coro das operadoras que consideram caros os preços pedidos pela Anatel para as freqüências de 3G, que somam R$ 2,8 bilhões para os lotes no país todo. Segundo afirmou hoje em teleconferência à jornalistas, Mário Cesar Araújo, presidente da empresa, "achávamos que os preços seriam menores, como a Anatel havia sinalizado", ponderando que, por outro lado, "as empresas que não adquirirem essas licenças vão praticamente se extinguir do mercado". Para Araújo, a 3G representa para o Brasil a "a abertura de um mercado monopolista de banda larga", pois com a entrada de todas as operadoras nesta tecnologia, vai ser possível obter ganhos de escala e redução dos custos operacionais de cada empresa.
 
Araújo também se mostrou preocupado com a criação do que chamou de "assimetrias competitivas" com relação a 3G em 850 GHz, que seriam geradas quando para "operar uma tecnologia em uma freqüência há obrigações, e em outra freqüência não". Como a Claro e a Vivo já possuem redes 3G montadas nessa freqüência, Araújo considera que a TIM é a principal prejudicada, mas tem certeza "que a Anatel vai resolver essas questões da melhor maneira possível, para dar isonomia competitiva". Mas o executivo considera que postergar o leilão de 3G "pode ampliar ainda mais as assimetrias nesta tecnologia, pois todos têm a perder". Ele avalia que o governo está sensível à saúde financeira das operadoras, e já acenou, conforme declarações recentes do ministro das telecomunicações Hélio Costa, com uma possível redução de impostos.

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