3G: rede única e universalização


A Anatel pretende lançar, ainda este ano, a licitação das freqüências de 3G da telefonia móvel (que permitem transmissão de dados em alta velocidade) e, conforme o conselheiro José Leite Pereira Filho, a intenção é substituir o preço a ser ofertado  pela ampliação da cobertura para os pequenos municípios que não têm ainda serviço celular. …

A Anatel pretende lançar, ainda este ano, a licitação das freqüências de 3G da telefonia móvel (que permitem transmissão de dados em alta velocidade) e, conforme o conselheiro José Leite Pereira Filho, a intenção é substituir o preço a ser ofertado  pela ampliação da cobertura para os pequenos municípios que não têm ainda serviço celular. “ Até hoje, as vendas de freqüências de telefonia móvel deixaram o Tesouro Nacional muito feliz, mas os consumidores nem tanto”, assinalou o conselheiro, para justificar a decisão da agência de alterar as regras das futuras concorrências.

Segundo ele, duas novidades estão em estudo pela agência para serem incorporadas ao edital. A primeira é a  “sanção premiada”. Ou seja, ao invés de pagar uma montanha de dinheiro pelas freqüências, a empresa que disputar a licitação irá oferecer uma garantia bancária. Se ela implementar tudo o que se propôs a fazer no menor tempo possível, a sua garantia não será executada. “Ela vai comprar a licença, mas, ao invés de repassar o dinheiro, vai investir na rede”, explicou Leite.

Ele disse ainda que está sendo estudada a possibilidade de se implantar a rede única para as pequenas localidades. “Existem  mais de dois mil municípios sem telefonia celular. E, para baratear os custos, as empresas poderão ter, nestas cidades, uma única rede”, explicou.

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