1.9 GHz: Vivo quer licença nacional.


O leilão das últimas freqüências do SMP — 5 MHz em 1.9GHz (as freqüências que eram do WLL), a faixa de 1.8 GHz na região metropolitana de São Paulo e no Nordeste (que não foram vendidas em leilões anteriores) e sobras existentes na faixa de 850 Mhz — está sendo ansiosamente aguardado pela Vivo. Não …

O leilão das últimas freqüências do SMP — 5 MHz em 1.9GHz (as freqüências que eram do WLL), a faixa de 1.8 GHz na região metropolitana de São Paulo e no Nordeste (que não foram vendidas em leilões anteriores) e sobras existentes na faixa de 850 Mhz — está sendo ansiosamente aguardado pela Vivo. Não é nenhuma novidade que a Vivo precisa dessa faixa que era do WLL para poder fazer roaming em Minas Gerais e no Nordeste, onde não está presente, completando sua footprint nacional. Só que a empresa não pretender comprar freqüência em 1.9 GHz apenas nas regiões onde não está presente, para garantir o roaming a seus assinantes CDMA e atender a novos assinantes nessas regiões com a tecnologia GSM (na maior parte das Américas, a tecnologia GSM funciona em 850 MHz e 1,9 GHz). Ela vai ao leilão para comprar a faixa de 1.9 GHz em todo o país.

Com isso, a empresa melhora substancialmente o funcionamento de sua rede. Vai transferir, onde necessário, o CDMA para essa nova freqüência, liberando espaço para o overlay de sua rede na tecnologia GSM na faixa de 850 MHz. Além disso, ao comprar a faixa L, tem garantida a compra da faixa J no leilão da 3G — pelas regras definidas pela Anatel, a compra de uma condiciona a aquisição da outra no próximo leilão. E esse é um condicionamento vantajoso, segundo executivos da Vivo, pois só duas das cinco licenças inicialmente previstas para a 3G têm 15 MHz — as demais têm 10 MHz.

Para levar à frente essa estratégia, a Vivo vai investir R$ 700 milhões na implantação da rede em Minas e no Nordeste, e nos deslocamentos necessários da operação CDMA, como anunciou, esta semana, em entrevista coletiva à imprensa, Roberto Lima, seu presidente. Isso, lembrou ele, “se formos partir do zero”, frase que deixa a entender que não está totalmente descartada a possibilidade de a empresa comprar a Telemig Celular, um namoro antigo que já chegou a noivado, duas vezes desfeito.

O leilão das últimas freqüências do SMP deve ocorrer em março, se, efetivamente, o conselho diretor da Anatel aprovar, em dezembro, o seu edital, que irá à consulta pública em janeiro.

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