Wayra apresenta 10 empresas start ups. E é só o começo.


A Wayra Brasil apresentou nesta quarta-feira (19) a cerca de 25 investidores, sendo um estrangeiro, a proposta de negócio de dez empresas aceleradas em seu ecossistema. De acordo com o diretor da Academia Wayra, Carlos Pessoa, os diálogos entre investidores e start ups já começaram e é possível que os aportes financeiros ocorram no curto prazo.

As dez empresas apresentadas hoje são a primeira geração de startups aceleradas pela Academia Wayra, do grupo Telefônica, que faz parte do programa federal Start Up Brasil. Elas concluíram seu período de aceleração em maio e agora devem buscar inserção no mercado de trabalho com as próprias pernas, com o apoio dos fundos de capital de risco.

A “formatura” da primeira turma da Wayra é representativa do momento do Brasil. Empresas e governo tentam estruturar um ecossistema para o desenvolvimento de empresas de tecnologia justamente quando ocorre no país a guinada da tecnologia fixa, representada pelo PC, para o universo móvel, tendo o smartphone como símbolo máximo.

“Quando comecei em 2000, tínhamos pouquíssimos fundos de capital de risco atuando no Brasil, e a maioria olhava apenas para as empresas grandes. Agora o mercado amadurece, tanto com maior número de fundos, quanto de startups e aceleradoras”, afirma Pessoa. Ele estima que existem, atualmente, 40 fundos de ventures capital voltados para incentivo a startups atuantes no país, número que tende a crescer.

Além disso, avalia, o programa Start Up Brasil, do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, vai cobrir um vazio existente hoje no ecossistema. Há os investidores anjo que apostam de R$ 50 a R$ 500 mil em uma empresa nascente e os fundos de venture capital, que fazem aportes de R$ 5 a R$ 10 milhões. “Entre uma coisa e outra havia um vácuo e o programa deve entrar aí”, explica.

Entre os fundos que começaram a operar no Brasil está o Qualcomm Venture, presente hoje no DemoDay da Wayra. O fundo chega ao país juntamente com uma série de outros investimentos da Qualcomm no país, como um laboratório de pesquisa e desenvolvimento e deve começar a ganhar corpo. Segundo Carlos Kokron, diretor do fundo, duas empresas receberam investimentos da Qualcomm Venture e uma terceira já tem o contrato assinado. “Nós não temos um orçamento fechado, mas apostamos no Brasil e estamos avaliando oportunidades”, declarou Kokron ao TeleSíntese.

Outro nome de peso que esteve presente nesta quarta-feira no DemoDay da Wayra foi o representante do Amerigo, rede de fundos de venture capital estruturado pelo grupo Telefónica. Premiado internacionalmente, o fundo opera no Brasil, Chile, Colômbia e Espanha. O America ainda não anunciou nenhum aporte em startups. 

A visão de que há grande potencial para empresas nascentes de tecnologia brasileiras não é uma visão exclusiva dos atores locais. Phil Libin, CEO da Evernote, considerada uma startup norte-americana de sucesso, anunciou durante o DemoDay, uma parceria com a Wayra para levar empreendedores locais para Palo Alto, na Califórnia, para um período de aprendizado de um mês. Segundo ele, esta é uma estratégia da EverNote para ganhar parceiros nos locais de onde virão as próximas empresas globais de tecnologia: Brasil, Índia e Indonésia. 

“As novas empresas de tecnologia surgiram de grandes centros urbanos. Não temos esse ambiente em Palo Alto, não temos grandes cidades nos Estados Unidos”, declarou Libin a empreendedores. Por isso, argumenta, está propondo uma espécie de estágio das StartUps aceleradas pela Wayra e não sua mudança para os EUA. “Queremos vocês aqui”. 

 

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