Em três anos, uso do smartphone no Brasil sobe de 29% para 80%


shutterstock/Ditty
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Há vários anos a Deloitte vem acompanhando, por meio de pesquisas globais, o hábito de uso do celular. Na edição 2016 da pesquisa, que cobriu 51 países e ouviu 50 mil entrevistados, constatou mais uma vez que o brasileiro tem enorme facilidade de aderir a novas tecnologias. Se em 2013 29% dos brasileiros entrevistados tinham smartphone, em 2016 o percentual subiu par 80%, e metade dos 2 mil respondentes declarou que pretende comprar um novo aparelho nos próximos doze meses. Para fazer o quê? 85% dos que possuem smartphone usam mensagens instantâneas, 63% ainda fazem chamada de voz e o hábito de navegar nas redes sociais é o uso mais frequente entre os jovens.

Marcia Ogawa, sócia-líder da Deloitte para atendimento da indústria de TI, Mídia e Telecomunicações, ao apresentar os resultados da pesquisa, destacou que o hábito de falar ao telefone vem caindo na mesma medida em que cresce o uso de mensagens instantâneas. “Em 2013, 80% dos usuários de smartphones faziam chamadas de voz; neste ano o percentual baixo para 69%”, disse. Destacou também que quem mais utiliza as mensagens instântaneas são os adultos entre 45 e 55 anos.

Alguns hábitos curiosos relevados pela pesquisa: 48% checam as mensagens do celular cinco minutos antes de dormir; 37% acordam no meio da noite e vão olhar o celular; 12% falam ao celular enquanto dirigem; e 15% atravessam ruas falando ao celular. O celular é muito usado pelo brasileiro para registrar as imagens de sua vida. 52% dos usuários de smartphones usam o celular para tirar fotos, 39% compartilham suas fotos e 33% usam os dispositivo para gravar vídeos.

Mas se o uso de redes sociais é bastante disseminado, a pesquisa mostrou que há espaço para crescimento tanto das transações financeiras quanto do comércio eletrônico. 56% dos portadores de smartphones usam o celular para checar saldo, pagar contas e fazer transferência. Os demais não tinham realizado nenhuma operação nos três meses anteriores. Segundo Marcia, o temor em relação à segurança é o principal motivo alegado pelos entrevistados para não fazer compras e transações financeiras pelo celular. Mesmo assim, a pesquisa mostrou que 28% das pessoas não usam qualquer sistema de bloqueio por senha, PIN ou reconhecimento de digital em seus smartphones.

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